Banda Nacional do Mês: Core Divider Por que ouvir?

Banda Nacional do Mês: Core Divider

3 de Março de 2018 | Stephany Nusch

Estamos muito felizes em anunciar que a “Banda Nacional do Mês” escolhida para março foi a Core Divider. Caso você ainda não saiba do que estamos falando, peraí que eu explico: todo mês estamos escolhendo uma banda nacional para ter destaque aqui no site por meio de uma entrevista. Então caso você faça parte uma banda e queira participar, basta preencher esse formulário. Confira também a nossa entrevista com o pessoal da Absens!

Formado no final do ano de 2015, o Core Divider se destaca pelo seu peso comparável ao dos maiores expoentes do metal mundial. Dentre suas influências estão Fear Factory, Divine Heresy, Pantera, Machine Head, Tool, Slayer e Lamb of God. E eles não deixam a desejar para nenhuma delas em nenhum aspecto!

Confira o papo que a gente bateu com os caras pra conhecer um pouco mais do trabalho deles!

HM: A banda declara que o contexto de suas letras seja contra a guerra. Poderiam falar um pouco mais sobre como foi encontrar esse conceito? Vocês pretendem lançar mais material dentro dessa temática?

Uiu: Acho que a princípio abordamos esse tema devido à guerra que tá rolando na Síria a pegada do Estado Islâmico e toda merda que essa guerra vem causando. Acredito que sempre acabaremos abordando esse tema por se tratar de um tema recorrente no mundo .

Butt: Além das guerras atuais ao qual nossas letras falam, abordamos também temas do período da inquisição que foi também uma longa batalha sangrenta.

Douglas: Da forma que continua essa intensidade de um querer explodir outro é bem provável mantermos essa temática que é pura realidade.

HM: As influências musicais de vocês são muito diferentes? Como funciona o processo de composição das músicas?

Douglas: Nossas influências musicais não fogem muito um do outro Pantera, Fear Factory, Slayer, Machine Head, Tool, Divine Heresy são as bandas que mais escutamos. O processo de composição é de forma natural, Tueu chega com uma idéia e nós vamos lapidando os riffs até atingirmos a satisfação geral, outro momento eu chego com um riff e vai da mesma forma, lapidando e assim vai, onde os 4 sempre está com idéias de composição e depois registramos de todas formas possíveis, vídeo, áudio, tablaturas etc.

HM: É muito interessante que bandas usem seu espaço e influência para passar mensagens. Na vida de vocês, alguma banda/letra influenciou na formação das pessoas que vocês se tornaram?

Butt: Pantera.

Uiu: Tenho muita influência do Tool.

Tueu: Banda “Pantera” e letra “Fade to black” (Metallica).

Douglas: Fear Factory e Pantera.

HM: Quais foram as lições mais valiosas que vocês aprenderam durante os anos no underground brasileiro e o que diriam pra bandas prestes a começar?

Douglas: Aprendemos que, quando nós nos dispomos a sair para tocar, sabemos que pode ser para centenas, dezenas ou uma pessoa apenas, mas tocamos da mesma forma e intensidade. Porque nós priorizamos o respeito ao público. Sabemos que a caminhada é longa e árdua. O público e bandas do underground somam bastante, a troca de experiências que cada um passa nos ajudam a evoluir e continuarmos em frente.

Vivemos e respiramos o metal e respeitamos todas as vertentes dele, mas vemos que nem todos respeitam o underground. Muitos querem tirar o máximo proveito das bandas que correm atrás de shows, não generalizando, tocamos em lugares bons, mas tem lugares que não oferecem nem o mínimo pra banda se apresentar. É só mais dificuldade pra banda. Há lugares que corremos atrás de tudo – até do público -, há descaso com o nosso trabalho e o das outras bandas que passam por isso, porque visam apenas lucros. Percebemos também que a cada dia o público está ficando mais escasso. Na maioria dos eventos do underground e temos que infelizmente lidar com isso e continuarmos em frente…

Quanto à galera que tá entrando pro underground, o principal é gostar muito do que está fazendo, manter a cabeça erguida, persistir e estar preparados para os obstáculos que aparecem no underground, pois a caminhada não é fácil!

Uiu: Falta união no underground… muita panela e tal, é sempre uma batalha para arrumar um show decente, não são muitas casas que cedem espaço para apresentar música autoral. Para a galera que tá começando eu aconselho a se perseverar, que até as portas começarem a se abrir leva uma cota.

Butt: Mesmo com tantas dificuldades e pouco apoio ao movimento, a cena ainda existe em alguns lugares. Pessoas que vão para curtir mesmo. Isso é satisfatório. Esses lugares são os que nos fortalecem a continuarmos nessa caminhada.

HM: Como foi esquematizado o clipe da música “No War”? Falem um pouco sobre o processo de gravação.

Uiu: A ideia do clipe partiu do Daniel Mazza e ele que gravou clipe e produziu. A princípio queríamos fazer o clipe da música “Resist”.

Douglas: O clipe mostra uma pessoa com os olhos branco representando a população cega em relação a paz, acreditando que não haverá mais solução para acabar com a guerra onde os gritos de desespero dão alusão a guerra em todos os aspectos, política, religiosa, civil e etc. Para que não levem adiante essa catástrofe que vem sempre acontecendo. Porque todo mundo sabe que guerra existe e está por toda parte. O clipe mostra mãos atadas uma mensagem de que estamos presos a manipulações midiática o clipe foi filmado em Suzano no centro Cultural Monteiro Lobato e editado em no máximo dois dias.

HM: E pra fechar, como está a agenda da banda pra esse ano? (Lançamentos, shows, etc…)

Core Divider: Agora no começo do ano fizemos uma maratona de shows, tocando praticamente todo final de semana desde o começo de janeiro e resolvemos dar uma parada agora pra dar continuidade ao material novo que começamos a compor.

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Stephany Nusch

Stephany Nusch

Estudante de Produção Musical e Showbusiness, é apaixonada por metal desde o início da adolescência. É bastante fã de literatura fantástica e de gatinhos. Acredita que toda arte tem seu valor e manda "Come to Brazil" nas redes sociais das bandas sem um pingo de vergonha na cara.

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